Apenas culpar o técnico Marcelo Oliveira pelo péssimo desempenho do Coritiba no Campeonato Brasileiro é simples demais. Ele, certamente, comete os erros que qualquer treinador comete. Posso contestar a utilização do atacante Marcel ou o uso excessivo de volantes em algumas situações. A insistência com determinados jogadores que já não tem o mesmo rendimento de outros momentos, como Pereira, é outro questionamento. Tudo isso é fato.
Porém, quais são as opções que são dadas ao técnico do alviverde? Pereira, Marcel, Aquino, Urso, Démerson, Éverton Costa e aí por diante. Ninguém faz milagre. Qualquer treinador precisa de qualidade em mãos para fazer um bom trabalho. E, hoje, o Coritiba não tem.
Em 2011 o time era melhor. O elenco era melhor. Não vou entrar no mérito se a diretoria de futebol poderia segurar esse ou aquele jogador. O certo é que, se compararmos o grupo do ano passado com o grupo desse ano, vamos perceber que a reposição não foi como se imaginava.
O Coritiba perdeu jogadores como Léo Gago, Leandro Donizete e Davi. Os que vieram não conseguiram suprir essas ausências e o time se enfraqueceu em pontos determinantes para uma equipe de futebol. É por isso que a defesa toma tantos gols atualmente – os homens de proteção defensiva foram embora – e o ataque não tem a mesma eficiência – quem preparava as jogadas e muitas vezes finalizava também não está mais aqui.
Os números mostram isso. O Coritiba tem a pior defesa do Brasileiro e um time que faz muitos gols em determinadas partidas e em outras não consegue equilibrar o número de gols marcados com os gols sofridos. O Couto Pereira já não faz mais tanta diferença. O aproveitamento nos jogos em casa que era superior a 77% em 2011 caiu para pouco mais de 50% em 2012. Sem contar o pífio aproveitamento em jogos longe de Curitiba. O aproveitamento em 2011 já era horrível com apenas 24% dos pontos conquistados. Nesse ano é pior ainda e caiu para apenas 18%.
Repito: ninguém faz milagre. Marcelo Oliveira pode não ser unanimidade e muitas de suas decisões podem ser contestadas, mas poucos treinadores conseguiriam fazer muito mais do que ele está fazendo com o elenco que tem para trabalhar. Talvez a cobrança tenha que ser dirigida para quem contrata.
Na série B
As partidas das equipes paranaenses na segunda divisão do Brasileiro são bem distintas. O Atlético volta a jogar em Curitiba e enfrenta o Boa. Deve ganhar o jogo sem maiores problemas (isso se Marcão não perder os gols que perdeu em Ipatinga). Aliás, tem que ganhar o jogo para evitar um distanciamento do G4. A partida no Janguitto Malucelli é à tarde e isso pode afastar a torcida. Porém, vai ser bem melhor do que jogar em Paranaguá.
No Paraná o momento não é bom. O próprio técnico Ricardinho já deixou claro que desse jeito o único objetivo é permanecer na Série B. Fato. Já são oito pontos de diferença para a zona de classificação para a primeira divisão e é preciso vencer. Convenhamos que a tarefa não é tão simples assim no jogo dessa terça-feira. Apesar de o América de Minas já não ser mais o mesmo time do início da competição, uma vitória no estádio Independência seria uma surpresa.
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