Na semana passada o futebol paranaense tinha todos os motivos para sorrir. Afinal, fato raro acontecera, foram três vitórias em uma mesma rodada. Contudo, a última rodada pode muito bem ser considerada uma verdadeira tragédia. Apenas um ponto conquistado em nove disputados.
Alguns aspectos precisam ser analisados e transmitidos aos torcedores. Por exemplo, no caso do Paraná Clube, empatar contra o Grêmio Barueri, em plena Vila Capanema, além de afastar o time da possibilidade de aproximar-se dos melhores times da competição, com os resultados, o clube perdeu o seu principal referencial. A saída do técnico Ricardinho pode causar danos irreparáveis.
Particularmente, não consegui digerir muito bem os motivos que levaram o técnico paranista deixar o comando do time. Os motivos apresentados por ele, quando da sua saída, parecem ser muito frágeis e não justificariam a sua saída. Imagino haver algo mais sólido e mais preocupante que ainda não foi explicado.
Como no futebol as coisas são muito dinâmicas, o novo comandante tricolor passa a ser o Toninho Cecílio. Não seria a melhor opção para este momento. Não tenho lembrança de um trabalho realizado por ele que mereça ser destacado como referência.
E o Atlético Paranaense? Vinha de bons resultados e jogando bem, mas teve a sua ascensão freada no Serra Dourada. Contra o Goiás, fez um péssimo jogo no primeiro tempo, sofreu um ajuste no intervalo. Aliás, trabalhou muito bem o técnico Ricardo Drubscky no vestiário e voltou com tudo para a segunda etapa, empatou e poderia vencido o jogo.
Porém, prevaleceu aquela velha máxima do futebol: “o medo de perder tira a vontade de vencer”. É neste momento que um técnico com mais bagagem, com mais experiência à margem do gramado poderia fazer a diferença. O técnico rubro negro cometeu um grave erro ao não lembrar que estava comandando o Atlético Paranaense, que era superior ao adversário e tinha tudo para matar o jogo. Foi medroso e ao ter medo entregou de bandeja a vitória ao ser adversário.
Já o Coritiba, mesmo com um novo comando teve de conviver com velhos problemas. Aquilo que é verificado desde o começo do ano, ou seja, falta de segurança na sua defesa, mais uma vez tirou do time coxa branca a possibilidade de vencer um jogo que se apresentava fácil de ser vencido.
De longe o time do Santos foi um adversário muito complicado de ser superado. Um esquema de marcação bem organizado, simplesmente anulou o Neymar no primeiro tempo. Entretanto, fez opção pela marcação em detrimento de jogar futebol. Teve apenas duas oportunidades e fez um gol, nada mais.
Será que esqueceram que não se pode dar chance para gênio? Perdeu o jogo por ter descuido no segundo com o apagado Neymar. E, também, por achar que com o resultado de 1X0 seria definitivo. Preferiu não atacar no segundo tempo. Mesmo assim, o time teve oportunidades, as quais os jogadores tivessem aproveitado, certamente mataria o jogo.
A derrota foi muito danosa para o Coritiba. Pois, uma vitória, a terceira consecutiva daria ao clube outro rumo para a campanha. Levaria o time para o grupo dos dez melhores colocados. Assim, ao perder o jogo não se aproximou dos melhores e o resultado recolocou o time nas proximidades de da zona de rebaixamento.
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