Líder Paraná. Méritos do técnico

Marcelo Fachinello - @MarceloFachina - 15/02/2016 às 09h20min

Marcelo FachinelloDesde de 2000 o Paraná não começava tão bem o Campeonato Paranaense. Foram 4 vitórias em 4 jogos. 12 pontos e 100% de aproveitamento. Resultado: o tricolor é líder do estadual. Alguns pontos podem explicar essa inesperada condição da equipe de Vila Capanema. Vamos a eles.

O Paraná contratou dois jogadores de meio-campo que já trouxeram na bagagem o entrosamento. No futebol se diz que “entrosamento não se compra na prateleira do supermercado”. Isso é fato. Mas, nesse caso, o tricolor achou dois meias que se conheciam do Sampaio Corrêa. Nádson e Válber ditam o ritmo ofensivo da equipe e abastecem Róbson e Lúcio Flávio com frequência. Assim, o Paraná já marcou dez gols.

Do pouco que sobrou do ano passado, o sistema defensivo tem 3 jogadores titulares e, pelo menos, mais dois reservas imediatos no elenco. Marcos, Luiz Felipe, Uchôa, Jean e Fernandes estão no clube e ajudam a dar segurança de defesa ao time. Geralmente os treinadores começam a organizar seus times exatamente pelo sistema defensivo. Ou seja, Claudinei Oliveira teve colaboração para realizar esse trabalho de organização.

A tabela também é favorável. Começou em casa a trajetória no paranaense – é verdade que fez dois jogos contra adversários difíceis longe de Curitiba e venceu – e agora, contando com a vitória sobre o Rio Branco, faz dois jogos na Vila antes de enfrentar os clássicos e o Londrina. É muito provável que o Tricolor vá para essa série de partidas com a classificação para a próxima fase praticamente assegurada. Além disso, não ter que dividir as atenções entre Paranaense e Primeira Liga está beneficiando o time de Claudinei Oliveira na questão física neste início de temporada.

Todos esses fatores, certamente, ajudaram. Mas, o grande trunfo do Paraná para a temporada está no banco de reservas. E atende pelo nome de Claudinei Oliveira. Diferente da maioria dos treinadores brasileiros, o técnico paranista é humilde, simples e educado (aliás, nesses quesitos os três clubes da capital estão bem servidos). Também gosta de falar de futebol e discutir o jogo com quem não está no dia a dia do clube. Estuda e é moderno na hora de escolher a maneira do seu time jogar. Além disso, tem uma grande virtude: sabe trabalhar com o grupo todo. Quem joga está sempre competindo para se manter entre os titulares. Quem está fora sempre participa de todos os treinos e não é esquecido no dia do jogo. Os não relacionados vão ao estádio e ficam no vestiário junto com quem vai pro campo. Ter o grupo na mão é fundamental. Ter um treinador respeitado pelo grupo é mais importante ainda.

Atlético e Coritiba
Escrevi na coluna anterior que o Atlético melhoraria com o passar dos jogos e com as entradas de Nikão e Wálter. Mais do que nunca do time está precisando desses dois. A equipe regrediu nas últimas partidas. A explicação está na produção do meio-campo. Com Vinícius sobrecarregado pelas atuações ruins de Marcos Guilherme e Sidcley, a bola não chega ao ataque.

No Coxa a herança de 2015 começa a aparecer. Carlinhos, João Paulo e Juan estão jogando mal. Os reforços Amaral, Ceará e Leandro estão jogando pouco. A defesa voltou a falhar nas últimas duas partidas e o setor ofensivo se apega ao gols de Kléber. Falta um meia de armação e um companheiro melhor para o Gladiador no ataque.


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