Final Atletiba

Marcelo Fachinello - @MarceloFachina - 25/04/2016 às 10h02min



Marcelo FachinelloCoritiba e Atlético vão decidir o Campeonato Estadual. A dupla atletiba chega à final com méritos. As duas equipes tem os melhores elencos e foram as que mais evoluíram durante o Paranaense. Lá atrás, no início da disputa, eu via os dois times em processo de formação e com possibilidade de evolução com o passar dos jogos. Foi o que aconteceu. Enquanto equipes como Paraná (que começou muito bem e caiu de produção), Londrina e Operário tinham dificuldades, Coritiba e Atlético melhoravam a cada jogo. Não que os dois times sejam perfeitos, pelo contrário. Mas com a fragilidade técnica do paranaense 2016, qualquer um que jogasse um pouco mais chegaria mais longe.

Agora que estão na final, não há favorito. O primeiro jogo, domingo que vem na Arena da Baixada, vai contar muito. O momento é do Coritiba. Os números mostram que o time de Gílson Kleina passa por uma fase melhor, mas num clássico como esse qualquer coisa pode acontecer. Quem se sair melhor na primeira partida coloca uma mão na taça.

Paraná fora

O Paraná está eliminado. O tricolor chegou ao seu limite técnico e físico. Limitações provocadas pela falta de opções no elenco. O técnico Claudinei Oliveira, que fez mais um ótimo trabalho, tirou tudo o que podia de seus atletas. Mas, na hora em que mais precisou do físico para aproveitar o fato de estar com um jogador a mais que o Atlético, o time estava morto em campo. Aí quando fez a alteração para ter mais presença ofensiva e vencer o jogo por dois gols, faltou uma opção com mais qualidade de ataque.

O mais importante é que o Paraná tem uma boa base para o Brasileiro. Diferente de outros anos o Tricolor não vai precisar remontar todo o elenco e começar do zero para o nacional. Com mais cinco ou seis reforços o elenco pode brigar pelo tão sonhado acesso à série A.

Vavá, vavá
O diretor do Paraná, Durval Lara Ribeiro, foi extremamente infeliz na entrevista que deu após a eliminação do tricolor. Em vez de valorizar o bom trabalho feito pelo grupo de jogadores e até pela diretoria da qual ele mesmo faz parte, preferiu provocar e se importar com a vida dos adversários sem a menor habilidade. Chamou o Atlético de “Barcelona da Araucárias”, criticou Wálter pela falta de gols ao falar dos pênaltis perdidos por Lúcio Flávio e fez ressalvas ao salário pago pelo Coritiba a jogadores que tem nome. Provocar com classe, com educação e com bom humor é para poucos. Vavá, definitivamente, passou longe disso.


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