Levantou a taça

Marcelo Fachinello - @MarceloFachina - 09/05/2016 às 08h31min



Marcelo FachinelloNa semana passada escrevi que o Atlético Paranaense estava com as duas mãos na taça. Faltava apenas levantar. Fez isso após vencer também o segundo jogo da final do estadual. O Furacão, obviamente beneficiado pelo placar de 3 a 0 construído no primeiro jogo, entrou em campo para não perder a vantagem e fez mais do que isso. O Atlético venceu o Coritiba por 2 a 0, voltou a ganhar no Couto Pereira depois de 8 anos e quebrou um jejum de 7 anos sem títulos.

Na partida desse domingo o rubro-negro soube segurar a pressão inicial do Coritiba. Nos primeiros 25 minutos o Coxa foi melhor, criou 4 ou 5 chances claras de gols, mas não colocou a bola na rede. São hipóteses, mas se o gol alviverde tivesse saído, a história do jogo poderia ter sido diferente. Poderia. Não foi. A partir desse momento o time de Paulo Autuori se ajeitou em campo e usou os espaços deixados pela equipe de Gílson Kleina e marcou duas vezes, matando o adversário antes do intervalo do jogo. Vitória merecida. Título merecido.

Antes de bater o Coritiba nos dois jogos e levantar a taça, o Atlético eliminou as duas equipes de melhor campanha na primeira fase. O Londrina teve a melhor pontuação e caiu no caminho atleticano pela perda de pontos do no caso Germano. Depois foi a vez do Paraná, segundo melhor time da primeira etapa do estadual. O Furacão eliminou os dois e chegou à final. Sem ser favorito, usou o mando de campo, fez um jogo quase perfeito e foi para o Couto quase campeão.

Futuro
Nem tudo certo e nem tudo errado. O Atlético está um passo a frente do Coritiba, não apenas pela conquista do título, mas por ter mostrado um elenco um pouco mais equilibrado. Porém, com algumas deficiências. A lateral esquerda ainda é um problema, o meia criativo também. São duas posições onde o Atlético vai precisar buscar reforços que cheguem para jogar. Com esse reforços, Paulo Autuori vai qualificar ainda mais o time que ele acertou.

No Coritiba a perda do título não pode ser o único critério de avaliação do trabalho da comissão técnica e do grupo. Podemos lembrar e comparar essa perda com a de 2015, quando o alviverde foi derrotado pelo Operário e já no início do brasileiro Marquinhos Santos foi demitido. O placar agregado da decisão foi o mesmo, mas o time desse ano é melhor. Os números e o desempenho mostram isso. Ainda assim, o Coxa precisa de um lateral direito, um meia de criação para o lugar de Juan, dois volantes para substituir Alan Santos e João Paulo quando necessário e dois atacantes. Sem isso, o futuro de Kleina pode ser o mesmo de Marquinhos, afinal a paciência de dirigentes que costumam jogar para a torcida, não dura mais do que 5 rodadas.


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