Um show

Marcelo Fachinello - @MarceloFachina - 16/05/2016 às 08h22min



Marcelo FachinelloJá fui mais interessado e cheguei a achar que um dia o MMA estaria ao lado do futebol no topo dos principais esportes praticados, assistidos e vendidos no mundo. De fato os números caminham pra isso. Mas, confesso que me desiludi um pouco e que, certamente, vivi o interesse momentâneo que o boom do UFC provocou no brasileiro. Afinal, o país tinha diversos campeões com cinturão, programas de TV buscavam novos talentos do esporte e só se falava nisso. Mas, minha desilusão e meu desinteresse não são fruto dos campeões que sumiram e nem do programa de TV que jã não era mais o mesmo.

Como todo esporte que vira grande negócio (e assim é o futebol também), muita articulação de bastidores acaba afetando a parte esportiva. Lesões estranhas mudaram cards, punições por doping foram aplicadas com critérios diferentes dependendo do grau de importância do lutador e assim por diante. Enfim, já gostei mais do MMA e do UFC.

Mesmo assim, fui a mais um evento organizado pelos irmãos Fertitta e por Dana White. Dessa vez em solo Curitibano, na Arena da Baixada. Como sempre um show. Além da ótima organização, os americanos estavam na meca do MMA e viram o show do público. 45 mil pessoas foram ao estádio do Atlético e participaram intensamente de cada uma das lutas do card. Viram bons confrontos, saíram felizes pelas vitórias dos Curitibanos Shogun e Cyborg e lamentaram a desastrosa luta do ex-campeão dos pesados Fabrício Werdum. O UFC 198 foi fantástico.


Ainda bem que teve UFC

A realização do UFC deu uma falsa sensação de que estava tudo certo no esporte do nosso estado. Enquanto todos viviam a expectativa pelo evento na Arena, três times paranaenses estreavam no campeonato brasileiro das séries A e B. O campeão estadual foi logo de cara apresentado à dura realidade do brasileirão e tomou 4 a 0 do Palmeiras, mostrando que a conquista no estadual não pode servir de parâmetro pra ninguém, como escrevi aqui na semana passada. Paraná e Londrina fizeram jogos burocráticos, sem a menor inspiração e perderam na série B.

Quando o coxa-branca Maurício Shogun estava pronto pra entrar no octógono do UFC, seu time vencia o Cruzeiro, no Couto Pereira. O Coritiba jogou bem e aproveitou o momento de instabilidade da raposa para vencer. Lá na frente, com um novo técnico, o Cruzeiro vai se acertar e esses pontos conquistados no sábado pelo Coxa serão mais difíceis de serem arrancados do time mineiro.


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