Pede pra sair

Marcelo Fachinello - @MarceloFachina - 02/06/2016 às 08h48min



Marcelo FachinelloUma semana atrás disse na Rádio Transamérica que Gílson Kleina seria mandado embora na quinta rodada do Brasileiro, se o Coritiba não reagisse. Não deu outra. Após três derrotas, um empate e uma vitória no Brasileiro o treinador é demitido. Não tenho bola de cristal e não sou o dono da verdade. É que os dirigentes de futebol, em sua grande maioria amadores, são muito previsíveis.

A história se repete. No final de 2014, quando assumiu o clube, a diretoria alviverde renovou o contrato do então treinador Marquinhos Santos por dois anos. A perda do estadual do ano seguinte para o Operário e início ruim no brasileiro fizeram com que os diretores resolvessem encerrar o trabalho do técnico. Marquinhos teve um jogo a mais que Kleina. Foi demitido na sexta rodada e para o clube ficou a conta da rescisão do contrato que tinha ainda um ano e meio. Dirigentes despreparados e que acham que entendem de futebol, afinal frequentam o clube desde sempre nas arquibancadas. Se quer sabem quem estão contratando. Não estudam o perfil e o passado dos treinadores antes de contratá-los. Até quando eles vão mandar técnicos embora sob a desculpa dos “resultados ruins”? Até quando nada vai acontecer com esses dirigentes irresponsáveis? Hoje era o dia de toda a diretoria abandonar os cargos e pedir pra voltar para a arquibancada.

Divisão de culpa

Lógico que Gílson Kleina tem sua parcela de culpa na situação atual do clube. Ninguém é eliminado precocemente de duas competições como Primeira Liga e Copa do Brasil sem ter culpa. Ninguém perde um campeonato estadual tomando 5 gols em dois jogos do maior rival sem ter contribuído para isso. O treinador escalou Reginaldo nos dois jogos para o lugar de Ceará e errou. Tinha o garoto Dodô pronto para jogar, por exemplo. Além de insistir no jeito de jogar com atletas que estão passando por momento ruim e de ter avalizado as contratações ruins dos jogadores que vieram do Palmeiras.

Mas junto com ele estão os dirigentes que o contrataram e que deram a ele um elenco com deficiências. De onde vieram todos esses estrangeiros? Quem fez a avaliação? O que eles acrescentaram ao elenco? Na final do estadual, sem Juan, Kleina não tinha um jogador da mesma característica e da mesma qualidade, por exemplo. Ou seja, o grupo é desequilibrado por culpa da diretoria de futebol que contratou mal. A prova disso é a demissão de Valdir Barbosa, um assessor de imprensa que ganhou espaço no Cruzeiro por ter bom trânsito entre atletas e dirigentes, mas que nunca contratou jogadores. No Coritiba ganhou esse poder e errou muito com o aval de superiores.

Os jogadores também precisam ser cobrados. Carlinhos vem jogando muito mal. João Paulo alterna altos e baixos. Os meninos da base estão tendo diversas chances e não estão aproveitando. Eles também tem culpa. O Coritiba, mais uma vez, vai precisar de alteração geral, se não quiser sofrer como nos últimos anos. Do presidente aos jogadores da base que estão no profissional, passando pela diretoria de futebol e pelos atletas mais experientes.


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