A CBF precisa investigar ou vistoriar melhor alguns Estádios que sediam jogos da Copa do Brasil. 13/02/2010 às 12h59min - Jairo Silva
Na ultima quarta feira (10/02) estive em Vilhena-RO ao lado do narrador Edilson de Souza, pela Rádio Transamérica de Curitiba, na cobertura do jogo Vilhena EC e Atlético Paranaense pela Copa do Brasil, o jogo em si não surpreendeu, jogos da Copa do Brasil em sua grande maioria são tecnicamente fracos, mas chamam a atenção pela disposição especialmente das equipes consideradas pequenas, o jogo de Vilhena foi assim, o time da casa disposto a surpreender sendo até violento em determinados momentos e o Atlético Paranaense ainda longe de ser uma equipe que deseja voltar a Libertadores pelo caminho mais curto da Copa do Brasil.
Mas o que chamou a atenção foi o estádio Portal da Amazônia, acanhado, com capacidade para pouco mais de dois mil torcedores, com três setores de arquibancadas de madeira sem o mínimo conforto e com acessos precários, como chovia muito em volta do estádio ficou totalmente enlameado.
Dentro do estádio a situação era ainda mais constrangedora. Vestiários apertados e sujos, a pista em volta do campo com muita lama e o gramado prejudicado pela inconsequência de autoridades políticas (Governador do Estado, prefeito e vereadores) que realizaram uma preliminar deixando o campo em péssimas condições de sediar um jogo valido por uma competição nacional.
E o pior foi a atitude do presidente do Vilhena Esporte Clube, José Carlos Dalanhol, mais conhecido como gaúcho que criticou a presença do publico de 1.950 torcedores proporcionando uma arrecadação de R$ 47.750,00 (Quarenta e sete mil, setecentos e cinquenta reais), apesar do mau tempo, choveu durante o dia todo e na hora do jogo, por isso ele tomou uma decisão estranha e proibiu jogadores e técnico de dar entrevistas após o jogo e mais vai aumentar o valor do ingresso para os jogo do campeonato de Rondônia.
Castigo para quem? Se o estádio não comporta um publico maior que dois mil torcedores, talvez para ele que terá que enfrentar as mesmas dificuldades que o Atlético enfrentou para jogar em Vilhena. Viajou na segunda feira dia 08/02 e só retornou a Curitiba no dia 13/02, uma semana para cumprir um jogo da Copa do Brasil.
Será que a CBF não se importa com esta competição? Será que vale a pena o investimento, o presidente do Vilhena reclama da pouca grana que arrecadou, menos de 50 mil reais, o Atlético Paranaense teve um prejuízo muito maior porque ficou uma semana longe de casa tendo que pagar hotéis, locais para os treinos e passagens porque a empresa aérea TAM que custeia as passagens da Copa do Brasil não tem voos para Vilhena.
O STJD, antes de punir clubes com estádios em ótimas condições com todo conforto necessário atendendo todas as exigências do estatuto do torcedor, precisa também cobrar a CBF por dar condições de jogos em Estádios precários e sem capacidade para sediar competições nacionais.
O conteúdo dessa coluna é de responsabilidade exclusiva do autor e não expressa necessariamente a opinião dos integrantes do site FutebolParanaense.net
|
|
 |