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Futebol londrinense perde Zeferino Pasquini

Futebol londrinense perde Zeferino Pasquini -

O futebol londrinense perdeu neste domingo (24) Zeferino Pasquini, ex-goleiro e uma espécie de "síndico" do Estádio do Café. O "Zé", como era chamado pelos amigos, cuidava há mais de 30 anos do estádio, que dizia ser sua casa.

Zeferino tinha 74 anos e morreu de insuficiência coronariana no início da tarde deste domingo. Ele estava internado há semanas na Santa Casa de Londrina. O corpo está sendo velado na capela 2 da Acesf, na avenida JK, até as 12 horas desta segunda-feira (25). Depois disso, será levado para a cidade natal de Zeferino, São Manoel, onde será sepultado.

Lenda
Zeferino era um dos personagens mais queridos e admirados do futebol londrinense. Desde o ano passado, recebeu diversas homenagens por seus serviços prestados ao esporte londrinense. Atletas, dirigentes e imprensa esportiva reconheciam a imensa dedicação de Pasquini pelo Londrina e pelo Estádio do Café.

Em uma de suas últimas entrevistas ao portal Londrix, Zeferino disse que seu sonho era ver o Tubarão no lugar que merece. "Sonho ver esse Estádio do Café, como cansei de ver, com um público de 25 mil, 30 mil pessoas. Com o Londrina, claro, na primeira divisão", afirmou, sem esconder a paixão alviceleste. "Se eu disser que o meu sangue é vermelho, estou mentindo. Meu sangue é azul e branco", emocionava-se.

Corinthians, o início
Nascido em São Manoel, no interior de São Paulo, em 30 de setembro de 1936, Zeferino estreou como goleiro profissional jogando pelo Sport Club Corinthians Paulista, aos 17 anos de idade. Com um detalhe: era reserva de Gilmar dos Santos Neves, goleiro que escreveu história no futebol defendendo a Seleção Brasileira. Após três anos no Corinthians, Zeferino transferiu-se para o Paraná e iniciou uma história de idas e vindas no Londrina Esporte Clube.

Além dos dez anos defendendo a camisa da equipe londrinense, Zeferino Pasquini também atuou por diversos times brasileiros. “Puxando pela memória”, ele lembrou de passagens pelo Náutico (PE), Clube Atlético Paranaense, Coritiba Foot Ball Club, Portuguesa Santista, Barretos, Olímpia e Marília.

Mas foi no Londrina Esporte Clube que o paulista Zeferino encontrou sua “casa”. Durante muitos anos treinou os goleiros que passaram pelo Londrina.

Amigos
“Posso resumir minha vida como 85% de alegria e 15% de tristeza. Sempre estive ligado ao esporte, ao futebol, e ao longo destes anos desenvolvi muitas amizades, seja com pessoas de 10, 12 anos, seja com pessoas de 80 anos ou mais”, diz Zeferino.

Ele conta ainda que até hoje ajuda os goleiros a se aquecerem antes das partidas, além de “dar uns toques” para a molecada. “Para mim isso é motivo não para me vangloriar, mas para sentir orgulho”, acrescenta.

Zeferino Pasquini conta que uma de suas maiores emoções como atleta foi atuar na partida em que o Coritiba Foot Ball Club venceu a Seleção da Hungria, “lá pelos idos de 1967, 68”. “A Hungria havia ganho um amistoso contra a Seleção Brasileira por 3 a 1 na semana anterior, e conseguimos vencer por um a zero, com um gol do Oromar, que hoje mora em Paranaguá. O Couto Pereira estava completamente lotado, ficou muita gente pra fora”, recordava.

FONTE: Agência Londrix


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