
Técnico foi quem pediu o “silêncio” dos jogadores com a imprensa
26/02/2010 às 08h04min - Geraldo Bubniak
Foto: Geraldo Bubniak - arquivo
Completa hoje três dias da “lei da mordaça” aplicada aos jogadores do Atlético Clube Paranavaí (ACP). Eles estão proibidos de falar com a imprensa até o jogo contra o Operário, previsto para domingo no WW. A decisão de “blindar” os atletas foi do técnico Itamar Bernardes, disse o diretor de Futebol Lourival Furquin. “O Itamar pediu para preservar os jogadores, não é nada contra a imprensa, apenas para eles ficarem focado no jogo. Os jogadores não têm nada a ver com isso”, disse Furquin.
A medida foi tomada após críticas da crônica esportiva ao desempenho do time contra o Corinthians-PR, em Curitiba (derrota de 4x1), porém, oficialmente a decisão de impedir entrevista dos jogadores não está relacionada às críticas.
Lourival Furquin espera dos jogadores concentração para o confronto com o Operário, considerado jogo chave para as pretensões do Vermelhinho em obter vaga na segunda fase. “Acho que a derrota para o Corinthians foi pelo excesso de elogios. Eles estavam na moda (com os últimos resultados). Agora, temos de pensar no Operário, vencer e pular para o 4º ou 3º lugar” frisou o dirigente.
Apesar de não relacionar o veto aos jogadores em darem entrevistas à imprensa, Furquin falou das “pesadas críticas” vinda da crônica esportiva. “Críticas existem, e no futebol isso é normal. Só não aceito ofensa, crítica pessoal, crítica que seja particularmente ofensiva. Falaram que os jogadores foram para a noite, isso é problema deles, o que me importa é o desempenho dentro do campo”
Fonte: Diário do Noroeste - Valdinei Feitosa