História
Paraná Clube, ao lado de Coritiba e Atlético-PR, é um dos mais tradicionais times do Estado e sua história começa em 1989, ano de sua fundação. A agremiação surgiu após a fusão do Colorado Esporte Clube e do Esporte Clube Pinheiros, depois de uma reunião de dirigentes das duas entidades.
O time ganhou vida em 19 de dezembro de 1989 e, desde então, é um dos três “maiores” do Paraná. As cores do uniforme unem o azul do Pinheiros, o vermelho do Colorado e o branco comum aos dois. A mascote escolhida foi à gralha azul, muito comum na região Sul do Brasil.
O primeiro técnico a dirigir a equipe foi o consagrado Rubens Minelli, tricampeão brasileiro, duas vezes pelo Internacional – 1975 e 1976 – e uma pelo São Paulo – 1977. Em 1990, com as dificuldades e complicações de um time ainda em formação, o treinador não conseguiu levar o Tricolor ao título estadual, o que resultou em sua saída do comando do clube.
Em 1991, o Paraná conquistou o primeiro título de sua história, com menos de dois anos de existência. Sob o comando de Otacílio Gonçalves, a equipe precisava apenas de um empate para se sagrar campeã paranaense e conseguiu o feito, após uma partida dramática contra o rival Coritiba. O alviverde saiu na frente com um gol de Norberto, mas os paranistas conseguiram a igualdade aos 19 min do segundo tempo, com um gol do lateral-esquerdo Ednelson e ergueram o caneco.
A primeira conquista do time em campeonatos nacionais aconteceu no ano seguinte, em 1992. A diretoria do Tricolor manteve a base campeã estadual no ano anterior e esse foi um dos principais trunfos da equipe, que fez uma boa campanha na Série B e garantiu o título brasileiro, ficando na frente de clubes como o Vitória e o Santa Cruz.
A sina de campeão não deixou o time, em 1993, mais uma vez o clube venceu o Paranaense e colocou mais um troféu em sua galeria. O feito se repetiria por mais quatro vezes – 94, 95, 96 e 97 - levando o Paraná ao Pentacampeonato estadual e consagrando o recém-criado time de futebol.
Nos cinco anos de êxitos consecutivos, o rival Coritiba foi batido por duas vezes, ambas por 1 a 0, em 95 e 96. Nas outras finais, o Tricolor bateu o Matsubara, Londrina e União Bandeirante, respectivamente.
O time ia bem nas competições regionais, mas no âmbito nacional a situação não era a mesma. A equipe nunca se estabilizou entre os “grandes” do país e por conta disso, sempre lutou contra o rebaixamento. Em 1999, o fantasma do descenso assombrou os paranaenses e se instalou na Vila Capanema, resultando na queda do Paraná para o segundo escalão brasileiro.
No ano seguinte, com a criação da Copa João Havelange e seus módulos caracterizados por cores, o Paraná voltou à elite, após vencer o Módulo Amarelo, equivalente a segunda divisão. Na final da competição, os paranaense bateram o São Caetano por 4 a 2, na soma dos dois jogos (1 a 1 no primeiro jogo em Curitiba e 3 a 1 na segunda partida no Palestra Itália).
O Paraná em toda sua história disputou quatro vezes torneios continentais. O primeiro foi em 1999, mas o time desprestigiou a competição e utilizou apenas jovens jogadores, acabando eliminado na segunda fase.
Os paranaenses participaram por duas vezes da Copa Sul-Americana, segunda competição mais importante do continente. Em ambas as ocasiões, em 2004 e 2006, foi eliminado ainda na primeira fase. Na primeira vez, o Tricolor perdeu para o Santos e na segunda acabou derrotado pelo rival Atlético Paranaense.
Apesar da má campanha na competição internacional, o ano de 2006 foi um dos melhores da história do Paraná. No campeonato estadual, a equipe voltou a conquistar o certame após empatar por 1 a 1, com o ADAP na final, onde podia perder por até 2 a 0.
No Campeonato Brasileiro do mesmo ano, a equipe terminou sua participação na quinta colocação, obtendo, pela primeira vez, uma vaga para a Copa Libertadores da América de 2007.
O ano de 2007 parecia que entraria para a história do tricolor, mas será lembrado negativamente por torcedores e dirigentes do clube. Na Copa Libertadores, alcançou as oitavas de finais do torneio, mas acabou eliminado pelo Libertad, do Paraguai, após perder em casa por 2 a 1 e empatar o segundo jogo por 1 a 1, em Assunção.
O pior estava reservado para o Campeonato Nacional. Mesmo fazendo de Josiel o artilheiro da competição com 20 gols, o time não conseguiu se manter na elite do futebol brasileiro e acabou rebaixado para Série B, após encerrar sua participação na penúltima colocação com 41 pontos, em 38 jogos, sendo 11 vitórias, oito empates e 19 derrotas.